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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Casa Nova - Bracuhy aqui estamos nós....

O Acalanto realmente esta de casa nova. Conforme havíamos comentado em um post anterior o Acalanto agora esta "morando" no Bracuhy - http://www.bracuhy.com.br/. Um lugar realmente muito especial para um veleiro ter seu abrigo.

Um dos pontos fortes do Bracuhy é sua atmosfera, o Acalanto se sente entre iguais no meio de tantos e tantos outros veleiros. Um festival de mastros e quilhas flutuando calmamente no pier.

A primeira grande vantagem é que saímos do esquema de poita. No Bracuhy o Acalanto fica atracado em um pier. Isto quer dizer água, energia elétrica e acesso fácil a embarcação. Outro ponto, que em meio desta atmosfera de vela é muito mais fácil encontrar boa mão-de-obra especializada em veleiros. Esta combinação esta proporcionando as reformas do barquinho uma grande acelerada.

Claro que a mudança de poita para pier exige um novo aprendizado em relação as manobras de porto. Como o Argonauta (meu antigo veleiro) sempre ficou fundeado em poita, não tenho nem uma experiência neste tipo de manobra de atracação em pier. Para aumentar um pouco o grau de dificuldade não haviam vagas com finger (o finger simplicada um pouco a manobra) e na vaga ou nosso lado esta um lido é novinho Delta 36, sempre há um frio na barriga quando se manobra próximo de um barco deste.

Dentro do Bracuhy tem uma super infra estrutura de apoio. Tem vários restaurantes, padaria, vídeo locadora, salão de beleza (um dos pontos altos do lugar - segunda minha namorada), alguns blocos de pequenos e aconchegantes apartamentos, um hotel, imobiliária, etc...

Todo o pessoal da Administração da marina é muito cordeal e solícito: sempre disposto à ajudar.

Para completar o lugar é lindíssimo !!!

Da proa do Acalanto, atracado em sua vaga, é possível ver os outros veleiros e no pano de fundo um lindo pedacinho de serra do mar que esta sempre tocando com carinho o azul de Angra dos Reis. Uma vista para deixa qualquer pessoa apaixonada pela natureza e pelo mundo náutico encantado. Como pode ser visto na foto do primeiro amanhecer do Acalanto nesta sua nova atracação.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Acalanto de Casa Nova

Em breve o Acalanto vai estar de casa nova.
Ele estará "morando" na marina do Bracuy !!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A reforma continua....

Último final de semana foi feriadão. Logo, foi final de semana de Acalanto...

A reforma continua: o Acalando recebeu as últimas compras que foram feitas para ele: foram embarcados os novos pirotécnicos de salvagem, a genoa reformada também foi levada a bordo, a nova madeira do púlpito de proa conjuntamente com lâmpada de navegação (BB e BE) foi finalmente instalada e a lâmpada da luz de alcançado foi arrumada.

Também funcionou muito bem a idéia de colocar uma daquelas lâmpadas de led a pilha em uma caixa plástica e prende-la no bimini na popa. A noite foi possível ler agradavelmente, deitado na popa, com bem pouca energia e sem utilizar a carga das baterias.

Ainda falando sobre reforça: depois de fazer vários orçamentos e de conversar/pensar sobre o tema da pintura completa (conves, costado, fundo e mastro) do Acalanto. Estou considerando a possibilidade de antes do verão fazer apenas o fundo e deixar para fazer uma reforma geral apenas depois do verão.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Dia dos Pais - Diário de Bordo

Hoje tive a noticia que o motor de arranque também esta com problemas. O que significa mais atraso e dinheiro.

De qualquer forma esta semana vamos viajar para o sul, afinal domingo é dia dos pais. Assim, o Acalanto passara o final de semana sozinho.

Quem sabe no próximo ano a festa de dia dos pais não será a bordo, com meu pai e minha filha.

Primeiro Jantar - Diário de Bordo

No final de semana fomos novamente dormir embarcados e continuar a organizar o veleirinho. Como ainda estamos sem motor o final de semana foi mais uma vez foi na poita.

Aproveitamos a viagem para levar as últimas peças do novo estofamento. Porque na primeira viagem não foi possível colocar tudo no carro. Sem dúvida utilizar corvin náutico e utilizar espuma D33 foi a decisão correta. Custou um pouco caro mas ficou muito confortável e parece que vamos ter estofamento por um bom tempo.


Olha eu ai chegando com o estofado do beliche de proa, quase não havia espaço no pequeno bote.

Uma coisa importante ocorreu neste fds: O Acalanto passou a ter fofosro a bordo. Foi possível testar o fogão, que para supresa geral esta funcionando perfeitamente. Logo fizemos a primeira comida quentinha embarcada, uma lasanha de espinafre com molho branco, acompanhada de um frisante. Não foi a lasanha mais bonita que já comi na vida, mas estava muito saborosa.

Depois do jantar houve uma pequena serenata de MPB no convés.

No domingo de manha foi mais uma etapa desta fase limpa, arruma, organiza. Neste final de semana foi a vez de limpar o porão do salão central e o poceto que estavam com muito resido especialmente de oleo. Também foi organizado o porão de popa que ainda não tinha passado por uma faxina. Do porão sairam mais um monte de coisas velhas que forma parar no lixo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sistema Elétrico - Reforma

O sistema elétrico do Acalanto de maneira geral esta funcionando corretamente. Contudo, pelo que tenho observado ele ao longo do tempo e da adição de novos equipamentos foi ficando de certa maneira desorganizado.

Assim, ele na verdade precisa de uma certa reorganização, da substituição de alguns equipamento e da adição de algum outros poucos.

1) Baterias
As baterias que estavam no veleiro já estavam completamente no final da sua vida util. Para poder assegurar a partida do motor, o que é uma questão de segurança, o primeiro componente do sistema elétrico que esta sendo trocado são as 4 baterias de 100A.
Por razões financeira (como acabei de comprar o barco ando com o dinheiro em baixa) acabei comprando baterias automotivas. Elas são mais baratas é mais indicadas para oferecer um alta carga durante pouco tempo (como exigido no momento da partida de motores). No mercado, existem outras baterias, chamadas de "ciclo profundo": que são construídas para manter uma carga menor durante um tempo maior. Em uma embarcação as baterias de ciclo profundo são mais indicadas para manter os equipamentos elétricos, que ficam ligados por muitas horas e tem relativamente um baixo consumo. As baterias "automotivas" são usadas para a partida dos motores que exigem neste momento uma alta amperagem. Mas esta organização vai ter que esperar a próxima troca.

2) Inversor
O primeiro equipamento elétrico que estou adicionando no Acalanto é um inversor de 12V CC para 110V CA. Como sabemos equipamentos domésticos trabalham com 110v ou 220v de corrente alternada (em forma de uma curva senoidal). Em uma embarcação que mantem sua energia em acumuladores (baterias) a corrente esta disponível em 12v de corrente continua (em forma de uma curva reta). Assim, este inversor vai permitir ligar equipamentos "domésticos" no barco. Não posso ficar sem computadores, realmente não posso ficar sem eles...rsrrsrs
Sobre o ponto de vista de capacidade de caga estou instalando um inversor de 700W que vai possibilitar, por exemplo, ligar uma furadeira elétrica para fazer pequenos reparos mesmo na poita (onde não há fornecimento de energia CA).

Madeira do pulpito de proa - Reforma

Como pode ser visto na imagem, no momento da vistoria do barco, a madeira do púlpito da proa que protege a luz de bordo estava em um estado terminal. Na última semana retirei a madeira e a luz de bordo para fazer uma madeira nova e fazer uma revisão neste item do sistema de sinalização do barco. Para refazer a peça escolhi o ipê-roxo

O ipe-roxo foi escolhido depois que li o artigo RESISTÊNCIA AO INTEMPERISMO ARTIFICIAL DE CINCO MADEIRAS TROPICAIS E DE DOIS PRODUTOS DE ACABAMENTO: "Os objetivos do trabalho foi avaliar o processo de fotodecomposição da madeira de cinco espécies tropicais e analisar o efeito de proteção de dois produtos de acabamento de madeiras quando submetidos ao intemperismo artificial. As espécies com maior resistência natural ao intemperismo foram ipê-roxo, tauari e maçaranduba respectivamente. Para esse grupo de madeiras, a eficiência dos produtos de acabamento não ficou tão evidenciada como no caso da itaúba e da tatajuba. Porém, percebe-se que o verniz poliuretânico foi o produto que apresentou proteção ligeiramente melhor que o “stain” para o ipê-roxo e maçaranduba. Para o tauari, os dois produtos em estudo tiveram desempenhos semelhantes."

Utilizei a madeira velha de molde para pedir para fazer a peça nova em ipê-roxo. Nesta nova peça fiz uma preparação para pintura em verniz com lixa 50 e depois lixa 100.

Aproveitando também fiz uma revisão na luz de bordo: uma boa limpeza na parte de alumínio utilizando um limpa alumínio, uma boa limpeza nos plásticos e a limpeza para retirar a corrosão da parte elétrica.

Primeira Noite a Bordo - Diário de Bordo 01

Saímos do Rio de Janeiro já no sábado a tarde e acabamos chegando em Angra já no final das luzes do dia. Procuramos pelo Nilson (o Super Marinheiro do Veleiro) para ele nos ajudar com o apoio naútico e com a faina de embarcar os estofamentos novos, almofadas novas, cana-do-leme reformada e outraaaaas coisinhas que precisavam ir para o veleiro.

Durante a tarde o Nilson já havia estado no barco e dado uma geral para minimizar um pouco a bagunça que a retirada do motor havia causado. Nesta oportunidade ele também aproveitou e levou a bordo as baterias novas que ele havia ido buscar na loja para mim. Assim quando chegamos a bordo do Acalanto, tudo já estava em ordem: bagunça do motor organizada e baterias novas no seu lugar. O Nilson tem ajudado muito em todos os aspectos da "nova" embarcação.

Logo que chegamos já aproveitamos para retirar no barco as espumas velhas que estavam no estufamento antigo. Realmente a decisão de trocar o estufamento sobre o ponto de vista de conforto e bem estar foi muito certa. As espumas antigas estavam mesmo no final da vida...

Foi com o Nilson até o pier e voltei remando pela primeira vez sozinho e a noite o "Acalantinho" (pequeno inflavel de apoio) . Na verdade uma misão fãcil porque as águas deste saco onde o Acalanto esta apoitado estavam um espelho.

Quando cheguei, a Deybe, já havia organizado todas as peças do estufamento que haviamos levado novo no seu lugar; achei que ficou bem bonito.

Depois foi um tal de arruma daqui, organiza de lá... testamos as luzes da cabine (muitas não ascenderam), testamos as luzes de navegação (as luzes de bordos - verde e vermelha - que estavam fixadas na proa ascederam, as luzes de bordos - verde e vermelha - do topo do mastro ascenderam, a luz de cruzeta não ascendeu e a luz de alcançado também não ascendeu).

Não conseguimos testar o fogão, nem fazer nada quente para jantar; porque eu havia esquecido o fosforo.

Mas para compensar depois de jantar um empadão frio e ter aberto um gosto vinhozinho: houve música ao vivo abordo. Muitos sambinhas da velha guarda, Chicos, Caetanos e até algums Roberto Carlos apareceram por lá entre um capinho (de plástico) e outro do vinho...

O sono foi chegando e chegou a hora de ir realmente testar o estufamento novo da cabine de proa. Acho que ele foi aprovado; pela menos a julgar pela "cara de noite bem dormida" na manha seguinte.

No domingo, um chuvinha gostosa embalou um dormir até mais tarde. Depois de levantar foi arrumar e jogar fora muitas velharia da mesa de navegação. Para depois organizar as coisas e voltar para o Rio de Janeiro. Porque a semana de trabalho prometia....

sábado, 25 de julho de 2009

Estofamento - Reforma

No primeiro dia no barco retiramos as capas das almofadas do estofamento de veleiro. Na hora de retirar as capas a espuma, já muito velha, esfarelou um pouco e fez uma grande sugeria no convés do barco.

Assim, junto com a cana-do-leme para pintar também trouxemos as capas das estofadas para o Rio com objetivo de serem lavadas e fazer uma higienização.

Porém, analogamente a espuma as capas também não estavam em muito bom estado. Ficamos em dúvida se elas inclusive iriam resistir a faina de lavagem.

Assim começamos a pesquisar na internet sobre estofadores, espuma e possibilidades de revestimento para quem sabe fazer um novo estofamento para o Acalanto.

Primeiro a escolha da espuma (a parte mais cara do estofamento). Para ajudar a escolher a densidade correta da espuma utilizei a tabela abaixo:


Considerando um peso médio de 91 a 100Kg e a altura de uma pessoa adulta entre 1,70 e 1,90: ficou fácil definir a densidade 33 (D33).

Para o revestimento a melhor relação custo benefício que encontrei foi o curvin náutico. Que é um pouco mais caro porém tem um tratamento mais apropriado para ambientes com alta umidade, sendo uma variação do curvin convencional com tem uma maior impermeabilização.

Mesmo considerando que o estofamento não estava no topo das prioridades de reforma do barco, acabamos decidindo investir um pouco em conforto e bem estar a bordo.

Para um perfil mais voltado para o cruzeiro isto acaba sendo uma coisa importante: é preciso deixar o veleiro bonito e aconchegante para ser ter prazer de estar embarcado.

Hoje fomos buscar no estofador a primeira parte do serviço e depois fomos compramos almofadas novas (as que estavam no barco foram parar no lixo) nas cores que forma escolhidas para esta nova fase do Acalanto: alaranjado, verde e azul. (ver a foto do estofado da cabine de proa na minha sala).

Veja na foto abaixo como ficou tudo arrumado, com lençóis e travesseiros; pronto para dormir dentro da cabine de proa.

Cana do Leme - Reforma

A cana-do-leme acabou sendo o primeiro item que entrou em processo de reforma. No primeiro dia que foi conhecer o Acalanto, durante o processo de compra, já havia ficado com uma grande vontade de "passar" um verniz na cana-do-leme. Pois era uma peça de madeira muito linda que pela elegância das suas linhas quase implorava por uma pintura.

Assim, no primeiro dia que vamos organizar o Acalanto, retiramos a cana-do-leme e trouxemos para casa na intenção de realizar a pintura com verniz náutico.
O trabalho foi primeiro de muita lixa. Primeiro um lixa grossa para retirar completamente o verniz antigo e depois uma lixa mais fina para preparar a peça para fase da pintura.

Depois da primeira demão de verniz a cana já estava com um aspecto bem melhor:O trabalho de pintura levou vários e vários dias porque o verniz demora um pouco para secar e para a pintura ter alguma durabilidade resolvi dar 5 demão de pinta. Depois de tudo a cana ficou pronta para voltar para o seu lar veleiro:
Pelo menos um pouco melhor do que veio.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Andanças & Mudanças

"Ninguem toma banho no mesmo rio duas vezes; não são mesmas água e não é a mesma pessoa". A vida é um constante movimento, estamos sempre mudando e o mundo ou nosso redor também constantemente se modifica.

Nestas “danças” a minha vida pessoal foi tomando novos rumos, no inicio deste ano de 2009, foi transferido para o Rio de Janeiro. Logo depois do feriado de ano novo sai de Curitiba (onde morei durante muitos e bons anos): novos desafios profissionais e novas oportunidades. Logicamente, uma nova casa, novos ares e de forma muito especial a novidade de morar mais próximo do mar.

A pena que meu Ranger 22 - Argonauta - ficou no Sul (Itapoa –SC) por mais paradoxal que possa parecer, estava morando ou lado do mar e não estava velejando.



Uma ideia iniciai era comprar um veleiro “bem” maior e ir morar abordo. Quem sabe seria uma maneira de viabilizar um bom “upgrade” no Argonautinha utilizando algumas economias e mais parceladinho o dinheiro que seria gasto no aluguel da casa nova.

Mas a ideia, de morar a bordo, não pode ir avante. O escritório onde trabalho fica na Barra da Tijuca e infelismente não existem marinas próximas. Isto iria me obrigar a várias, várias, várias horas diárias de transito entre uma eventual marina e a Barra. Assim, em nome de um pouco de qualidade de vida dentro da nova metropoli esta possibilidade deve que ser descartada.

Ainda estava muito próximo do mar e sem velejar. Uma saudade grande do balanço das ondas, do som do vento, dos momentos de prazer rodeado de água por todos os lados.

Morando assim perdinho do mar e especialmente próximo de uma costa tão bonita: ao Sul (Angra dos Reis, Paraty, ...) como ou Norte (Cabo Frio, Arrial do Cabo, ....) sem contar a maravilhosa, charmosa, famosa e infelismente suja Baia da Guanabara. Pensei que realmente valeira a pena considerar um “upgrade” no Argonauta.

O que me pareceu mais razoável foi procurar de alguma forma economizar iniciar a busca do novo.

Começou então uma verdadeira perigrinação por entre classificados naúticos, marinas e embarcações. Procurando um barco para cruzeiro costeiro, facil de velejar, com um pé-direito para ficar em pé na cabine, um motor pelo menos razoável em pelo menos razoável estado de conservação. Não precisava necessáriamente ser um barco muito rápido já que “regatear” não é exatemente o meu objetivo. Além disto estava considerando um outro importante atributo da minha nova embarcação: caber no meu apertado bolso.

Procurei veleiros em Florianopolis, em Paranaguá, em Santos/Guaruja, no Saco da Ribeira, em Paraty, em Itacuruça, no Rio de Janeiro e Niteroi. Muita conversa com vários donos de barco e broker (agradeço a todos a atenção dispensada). Muitas horas também fazendo contas sobre as possibilidades para levantar o capital. Muitas horas de internet, muitos e-mails, várias pesquisas, fotos, inventários, tipos de motor, listas de equipamentos, velas, eletrônicos, tipos de mastreação, etc, etc, etc... Sem dúvida uma trabalheira: mas para ser sincero, me deu muito prazer. Afinal estava correndo na direção de um sonho, um desejo, um novos mares para descobrir !!!

Olhei veleiros entre 27 e 33 pés nos mais diferentes estados de conservação e preço. Alguns foram chamando minha atenção: Brasilia 27s (uma possibilidade economicamente mais viável), Cal 9.2 (na minha opnião muito bem resolvido em seu projeto – quase comprei um deste), Fast 310 (vi alguns em otimo estado). Outros foram saindo da lista: Farr 31 (encontrei muito muito muito bem conversado em Ubatuba, mas para uma atividade mais de cruzeiro tem uma cabine um pouco baixa e beliches pequenos). Velamar 33 e Velamar 27 (dois grandes barcos, mas particularmente não gostei da distribuição dos seus espaços na cabine).

Foram quase 6 meses de procura, até que em uma das viagens a Angra dos Reis em uma grande coincidência fiquei sabendo por um amigo de um Alpha 32,3 que estava a venda. Nunca havia entrado em um Alpha 32,3 e para falar a verdade pouco havia lido ou ouvido sobre o barco. De qualquer forma marquei com seu proprietário para fazer uma visita na embarcação.

Por razões pessoais este Alpha 32,3 estava a algum tempo “parado” em sua poita. O “veleirinho” estava mesmo muito bagunçado e sujo. Havia várias, várias, várias coisas precisando uma reforma. Mas o conceito do Alpha 32,3 realmente me conquistou foi amor a primeira vista. Cada vez mais tenho certeza que o não é o dono que escolhe o barco é o barco que escolhe o dono. Sem dúvida havia visto outras embarcações em bem melhor estado, mas aquele veleiro era o que eu estava procurando. Um motor razoável, um equipamento de vela simples de manejar, um bom cokpit para receber os amigos, uma cabine bem desenha que da uma sensação de espaço bem superior em relação aos barco similares, um bom banheiro, um beliche de proa realmente muito grande, um certo cuidado no trabalho de madeira interno...

Voltei de Angra neste dia realmente encando com o veleirinho e fazendo contas para procurar encaixa-lo no meu orcamento. Comecei a obter estimativas de custos para as “reformas” que acreditava seriam necessárias e continuava fazendo contas. Combinei com o proprietário para fazer mais uma vista bem detalhada (acabei ficando com 450 fotos dos mais diferentes detalhezinhos do barco).

Como diz a minha mãe: “O que é para ser se ajeita”. Exatamente neste momento consegui vender o meu “antigo” companheiro: o Argonauta. Fiquei com um dinheirinho a mais em caixa. Isto me fez sentir que a hora era esta e realmente era para ser este o meu barco.

Contas e contas, saldos de aplicação, saldo de conta corrente, notas promissorias da venda do Ranger, etc... Com um sentimento que oscilava entre a euforia e o medo fiz uma oferta no Alpha 32,3 chamado “Acalando I”. Neste dia sai para jantar fora e comemorar a conquista do meu mais novo sonho, sem ainda receber nem uma resposta sobre a oferta. Deste dia até realmente fechar o negocio, foram mais 2 semanas negociando, depois de 40 dias da primeira vez que entrei no “Acalando”.